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Não ao Racismo! Prefeitura promove oficina em alusão ao Dia da Consciência Negra

O Centro de Referência de Assistência Social de Quixaba (Cras Quixaba), da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura Municipal, realizou, na manhã desta quarta-feira (18), o ‘Café com História’, ação que, por meio de uma oficina, propôs aos participantes adquirirem conhecimento e fazerem uma reflexão sobre o Dia da Consciência Negra, que é celebrado, anualmente, no dia 20 de novembro.

O objetivo dessa iniciativa foi propor uma compreensão e discussão sobre a realidade dos usuários dos serviços da rede intersetorial, e quais as possibilidades para o enfrentamento dentro do processo de afirmação da identidade, bem como dar uma contribuição na luta antirracista.

A oficina e o debate foram conduzidos por Maria do Socorro Batista, pesquisadora das áreas de gênero e raça, que, dentre os assuntos abordados, falou sobre a estrutura racista impregnada na cultura brasileira, apontando aspectos latentes ao tema dentro da desigualdade no mercado de trabalho, da assistência de políticas sociais, da exploração do trabalho infantil, nas implicações da mídia sobre como o negro é exposto, na representatividade, na Educação e Cotas Raciais, além de apresentar técnicas de enfrentamento ao racismo.

"O racismo no Brasil é estrutural porque está na base da estrutura da nossa sociedade. A gente não pode achar que só existe racismo quando o negro é xingado", exclamou Maria do Socorro.

O encontro foi finalizado com uma atividade proposta pela pesquisadora em que os participantes (representantes das Secretarias de Saúde e Educação, do Conselho Tutelar, do Creas, e residentes), divididos em grupos, apresentaram possibilidades e sugestões para o enfrentamento do racismo estrutural dentro dos serviços oferecidos no município de Quixaba.

Elizabete Alves, coordenadora do Cras, destacou que o ‘Café com História’ sobre o Dia da Consciência Negra abre um bom precedente no Município, pois não apenas aponta para os problemas de racismo, como pode levar à busca por soluções para ele.    

“O momento que vivenciamos hoje trouxe importantes contribuições para que possamos enquanto rede dialogarmos sobre as questões raciais no Brasil e de um modo geral, bem como sobre estratégias de implementação de ações práticas junto a população usuária das políticas públicas, a fim de pensarmos numa possibilidade de construção de um patamar de igualdade e direitos humanos”, frisou a coordenadora.

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