Notícias

Em quatro anos Município dá salto significativo na economia

Quixaba já foi considerado o município mais pobre do Brasil. A perspectiva de vida nesse município, anos atrás, era obscura no âmbito econômico. Gestões passadas comprometeram a prosperidade financeira do município que, basicamente, apenas regredia com o passar dos anos. Mas, de 2009 pra cá, o cenário tem mudado. E pra melhor.

O Município, hoje, possui um Produto Interno Bruto de R$ 9,16 milhões, e mesmo sem arrecadação de impostos, provindo suas finanças da movimentação das verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a Prefeitura Municipal tem feito o possível para gerar empregos dentro do próprio município, seja de forma direta e indireta.

As principais atividades econômicas são a Agrária, Pecuária e Comércio, com o Município tendo considerável participação na maioria dessas atividades. Na agricultura local, por exemplo, vem sendo feito um investimento de R$ 32 mil/ano na compra de alimentos oriundos da terra que servem de merenda para as escolas e creche da cidade (PNAE), fazendo com que as finanças do agricultor melhorassem consideravelmente neste novo cenário. Ainda na área rural, a parceria com o Município trouxe um aumento significativo na produção de leite caprino, atividade bastante valorizada na região.

A construção civil também gerou bastantes empregos ao longo dos quatro anos: reforma da Casa da Família, reforma e modernização de escolas e creche, além de uma nova creche que está sendo construída para o próximo ano, revitalização de praças públicas, reforma do prédio do PSF, reforma de estradas, entre outras obras municipais, possuem o dedo de legítimos quixabenses que possuem prioridade na hora da contratação.

Outro fator que pode ajudar a alavancar a economia do município será a construção da Rodovia da Reintegração, obra do Governo do Estado. A obra, que já tem empregado alguns residentes locais da cidade, é promissora para o município, pois com construção dessa nova estrada e um fluxo maior de pessoas, o comércio local tende a expandir significativamente, de maneira que venha a atender as futuras exigências de clientes em potencial. “Temos água, está chegando o asfalto, estamos doamos terrenos e oferecendo incentivos fiscais. Estamos ao lado de Patos, muito próximos. São várias condições positivas para que empresas se instalem em nosso município. Hoje converso com alguns empreendedores e eles já demonstram interesse em investir em Quixaba. Antes eles criticavam a rodovia de barro que deterioraria os veículos, o que traria prejuízos”, disse o Prefeito Júlio Cezar durante a vinda do Governador do Estado para a assinatura da Ordem de Serviço para o início das obras.

O Quixabrega, maior evento de brega do estado, criado em 2009 e não realizado em 2012 devido à seca (todo o orçamento foi revertido em ajuda para a população, através do abastecimento de água em carros-pipa), e que atrai para a cidade cerca de 30 mil pessoas por noite de evento, fazendo com que a cidade torne-se ainda mais conhecida, também contribui para o crescimento econômico, movimentando, principalmente, o comércio relacionado à bares e restaurantes.

Os cargos relacionados ao município (são 180 funcionários efetivos e 44 comissionados, além do aluguel de carros e motos que são distribuídos e colocados à serviço das secretarias municipais), ainda são o principal fator movimentador da economia local, contudo, o novo panorama econômico da cidade também tem servido de combustível para que a comunidade sinta-se motivada a abrir seu respectivo comércio. Fábricas de tijolos, Granjas, Bares, Restaurantes com comidas regionais, Casa da Castanha, Mercadinhos, Salão de Beleza e Lan House, tudo isso tem gerado emprego e aumentado a renda do quixabense.

As expectativas são as melhores possíveis para os próximos quatro anos. Melhorias nas condições climáticas e construção da Rodovia da Reintegração são apenas alguns elementos que ajudarão a encorpar ainda mais esse cenário que vem desenvolvendo-se desde 2009. Nesse caminho, certamente, Quixaba  continuará a afastar-se ainda mais da pobreza. 
« Voltar